quinta-feira, 16 de maio de 2013

O tempo...



O tempo é assim...
Sai riscando saudade
Amaciando almas
Refinando  vontades
Jogando com a realidade

Um mestre sóbrio
Num mundo covarde

Pois vou tirar-lhe de tempo
Ignorar-lhe a argúcia
Olhar de soslaio
Tentar uma astúcia

Quem sabe assim
Amacie esse risco
Emaranhando em rabiscos
O pragmatismo 
de seus princípios?

(Taciana Valença)



sexta-feira, 10 de maio de 2013

Haikai


Último laço
De uma solteirice
Próximo passo

(Taciana Valença)


CORPO


Sobre o corpo
Derrama-se nossa história
Desenho de vida
Arte que se fez memória
(Taciana Valença)

EM TEUS BRAÇOS


 
Descanso em ti
Os desenganos
O peso da vida
O cansaço dos sonhos
Inalcansáveis como a Lua
Que reluz ao longe
Desfilando soberana
em meu céu de abandono
 
Descanso sobre ti
Todos os meus "eus"
Que carregas incansável
Em braços amigos
Tão fortes
Tão Frágeis
Tão Teus
 
(Taciana Valença)


SILÊNCIO


 
EU PRECISO DE SILÊNCIO...
AGUARDO AINDA,  O SILÊNCIO
 
ANDA!
 
SERÁ POSSÍVEL QUE É TÃO DIFÍCIL ESCUTAR?
MAS AFINAL DE CONTAS
 QUEM SOU EU A TE FALAR?
SE TUA FALA JÁ TE BASTA
NO MUNDO DE BARULHO EXTREMO
AH! QUEM SOU EU A TE FALAR?
SE TU BEM SABES DAS TUAS RESPOSTAS
SE AS PALAVRAS DE OUTROS
 
SÃO APENAS PALAVRAS
POR SEREM VERDADES QUE NÃO VEM DE TI
E SABES DE UMA COISA?
TU PRECISAS DE SILÊNCIO
NÃO APENAS PARA OUVIR O QUE TENHO A DIZER-TE
AH QUEM SOU EU?
NEM MESMO O QUE OUTRAS TANTAS BOCAS PODEM FALAR
MAS AO MENOS PARA OUVIR A TI  MESMO
PENSAR, REFLETIR, AVALIAR....
AH ESSE BARULHO INFERNAL
COMO IDEIAS NUM BACANAL
NUMA TREMENDA BARAFUNDA....
PARA ESCONDER  VERDADES IMUNDAS
NAS QUAIS NÃO  DEVIAS ACREDITAR
OUVINDO, CORRES O RISCO
DE PERCEBER O QUÃO TUAS VERDADES
PODEM SER FALSAS
E QUANTOS MELHORES CAMINHOS
PODERIAM TE FAZER MAIS DO QUE ÉS
MAS NÃO OUVES
NEM MESMO QUERES
TUAS VERDADES TEM O DEDO EM RISTE
NÃO AGUENTAS NEM MESMO PALPITES!
VERDADES DE DISSE  ME DISSE
BARULHOS QUE ESCONDEM ATÉ MESMO A ARTE
A HUMANIDADE ESTÁ UM DESASTRE
A POESIA PRECISA DE SILÊNCIO
A MÚSICA PRECISA TOCAR
O DESENHO PRECISA DO SILÊNCIO
FALO DO SILÊNCIO QUE DEIXA A ALMA PASSAR
EXPRESSÕES PRECISAM PENETRAR
MAS O TEMPO PARECE URGIR
ESCORRENDO PELAS FALANGES DOS  DEDOS
DA TUA PRÓPRIA VIDA!
A MÚSICA QUE OUVES
NÃO TOCA A ALMA
 NÃO É ARTE, NÃO É VIDA, NÃO É NADA
POIS QUE A ARTE ,
 ASSIM COMO TODAS AS VERDADES
PRECISA DO TEMPO
UM TEMPO QUE SÓ SE VIVE
NO SILÊNCIO
(TACIANA VALENÇA)
 
 

Canção do século XVI (São inspiradoras as músicas do século XVI)

quinta-feira, 9 de maio de 2013

ENCANTO




O desencanto é como uma luz que se apaga, um caminho que se fecha, um sonho que se desfaz...

Acender outras luzes é preciso, precisamos de encanto para viver!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

TACIANA LEMOS BLOGSPOT

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VALSA DA NOITE


Dança....
Pois que a valsa da noiteEm teus pés não há de findar-seMesmo ao sentir doloridos os pés
...
E até mesmo ao rodopiar sentir-se tonta

Dança....

Pois que valsa da noite
Ao findar-se pode ser triste
E os pés, descalços enfim
Podem parecer não existir
Pois que o par perfeito
Poderá ser ilusão
Mesmo tendo a certeza
Do perfume dele em tuas mãos....

Dança....

Pois que valsa embreaga
O frio na barriga e o riso
Podem ser tão vivos
E tão mais precisos
Do que tudo que mais precisa

(Taciana Valença)

ESCOMBROS


Acordei sob os escombros
Do meu próprio desmoronamento
Da implosão retirei os estilhaços...
Os incômodos estilhaços
Tão pequenos e tão invasivos....
...
 Antes o peso d'uma grande rocha
A estes trastes estilhaços!

(TacIana Valença)

MOMENTO

Contudo restou-me desabar no sofá
Cabelos molhados, camiseta
Um filme bobo, meio cabeça
Um resto de vinho do porto
Uma sombra de tristeza...
A saudade rondando a sala
Vinha ébria d'algum lugar....
Aproveitando-se da noite insone
Resolvida a me acompanhar....
Um rastro de luz
Vindo do corredor
O olhar perdido
Entre a alegria e a dor...
 
(TACIANA VALENÇA)

 

EU MORO NUM VERSO (TACIANA VALENÇA)